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OS PROFESSORES

 

NÃO SÃO FARRAPOS

 

 

Há momentos na vida em que o silêncio e a discrição são a melhor arma que temos para defender a nossa posição perante as coisas e os acontecimentos.

Mas também há momentos em que o grito de revolta e a insubmissão são o único caminho que nos resta para seguir em frente com dignidade e honestidade.

 

Os professores fazem a maior parte da sua vida no primeiro momento. Escolhem o silêncio recatado para compreender a insubmissão daqueles que têm de ensinar a aprender a vida e o saber e compreendem a juventude na sua irreverência moderada e muitas vezes ousada e de revolta. Com descrição, tantas vezes em segredo, tecem com palavras e actos modestos, mas determinados, os caminhos de futuro para os que têm tudo pela frente e muitas vezes, na irreflexão momentânea, tudo querem deitar a perder. Foi sempre assim, no meu tempo de estudante, como nos tempos de hoje.

 

Os professores habituaram-se a se mestres, pais, tios e avós e muitas vezes são o último reduto dos jovens que não encontram guarida nem em casa, nem na sociedade. E cumprem essa missão por amor, sem pedir nada em troca. Com o passar do tempo sempre lhe chega a gratidão daqueles alunos que no andar dos anos e das experiências de vida compreenderam finalmente que, afinal, para lá do semblante mais ou menos sisudo, da expressividade aberta e do convívio franco e genuíno de alguém que tem sempre como missão apontar caminhos de verdade e de sucesso, se escondeu uma ou um verdadeiro amigo. E recordam os professores com gratidão. E esse é o mais rico pagamento que um professor tem da sua profissão.

 

Eu senti assim, como aluno, a maior parte dos professores que tive e recordo, num tempo em que poucos tiveram essa oportunidade. E sinto hoje, com bem mais de três décadas de ser professor, que já deixei em muitos jovens esta marca. Sinto isso cada vez que um deles, depois de muitos anos, revela prazer em me cumprimentar. E tenho enorme orgulho no seu sucesso.

 

Mas os professores são seres humanos. Não são infalíveis, nem perfeitos. Mas também não são farrapos que se possam usar conforme as conveniências dos políticos, ou dos interesses camuflados dos senhores das finanças.

 

Já repeti muitas vezes esta frase que não é minha e já vem de finais dos anos oitenta do século passado: “Se a Educação é cara, experimentem a ignorância”. Temos tido muitos aprendizes de educação a experimentar a ignorância, como ministros ou mandantes destes. Também já tivemos governos quase inteiros de ignorância, mas acho que nenhum, como este, se atreveu a fazer dos professores uma classe de ignorantes! Nenhum, como o actual Governo, se atreveu a enganar pais, alunos, funcionários e professores e a fazer da escola pública o parente pobre das políticas de desenvolvimento sustentado; fazer da escola pública um lugar de pobres e enjeitados, para criar mão-de-obra barata para os grandes poderes económicos continuarem a encher os bolsos de euros.

 

Não era esta escola pública, sem recursos humanos, nem meios materiais, que defendemos com o nascer da nossa Democracia. Não eram estes professores, sobrecarregados de trabalho, de compromissos, de reuniões, de burocracias e sem tempo para os alunos e para os seus pais, que pretendíamos quando se defendeu o direito ao acesso e ao sucesso dos alunos.

 

Não eram estes professores sem futuro, sem emprego, quando há tanto para fazer na educação e no ensino e sem saberem em cada ano o que os espera no ano seguinte, que defendemos para a estabilidade das escolas, para a paz e sossego que são tão importantes como o saber e a aprendizagem.

 

Pelo caminho foi morrendo Abril. O da Educação e talvez do próprio País. Mas ainda não morreu esse Abril que existe dentro de cada um de nós, nem a força para lutar pelo futuro do próprio País.

“Amanhã falaremos”!Ou talvez falemos apenas no dia seguinte…

 

Francisco José Lopes

(16 de Junho de 2013)

 

ALFÂNDEGA DA FÉ EM LUTA (III)

 

Às armas! Às armas!

 

DIA 18 DE JUNHO ÀS 11.30 HORAS,

 

JUNTO AO TRIBUNAL.

 

COMEÇOU O ATAQUE AO NOSSO CONCELHO!

 

ALFANDEGUENSE QUE SE PREZE DESSE NOME

 

NÃO PODE FICAR NEM SURDO,

 

NEM MUDO, NEM PARADO!

 

Para os menos atentos, recordo aqui duas passagens do que venho escrevendo há uns largos meses.

 

Não há Governo que nos valha, não há "influências"políticas que nos salvem, se continuarmos todos a fazer de conta que nada vai acontecer, ou que alguém se há-de preocupar com o nosso problema!

O Concelho de Alfândega da Fé tem os dias contados se continuarmos a olhar para o nosso umbigo e a meter a cabeça na areia como a história da avestruz no deserto. Que a nossa terra é um deserto abandonado por tudo quanto é político nacional e regional, isso já não é novidade. Que é uma terra despovoada (entenda-se, de uma vez por todas, sem gente...) à qual se vão dando uns "rebuçados" para não fazer muito"ruído", ou para fazer apenas o que convém quando dá jeito e poder granjear mais umas simpatias partidárias, isso também já não é novidade.

(20 de Outubro de 2011)

 

A minha terra é Alfândega da Fé. O meu caminho o Nordeste Transmontano, a minha Pátria Trás-os-Montes. Do resto nada sei, nada digo e nem me interessa muito. Mas lutarei, com as armas que tiver, sejam elas quais forem, se quiserem matar a minha terra!

O grito é tremendo, o apelo à luta vai pelo mesmo caminho e não perdoarei a quem ficar calado.

(27 de Março de 2012)

 

OS ASSALTOS JÁ COMEÇARAM HÁ UNS ANOS. É PENA QUE  SÓ UNS POUCOS TENHAM NOTADO ISSO!

JÁ FOI O MAP, A EDP, O CENTRO DE SAÚDE…

 

AGORA VEM A SEGUNDA VAGA DE ASSALTOS.

 

O PRIMEIRO ASSALTO É AO TRIBUNAL.

O SEGUNDO ASSALTO SERÁ ÀS FINANÇAS.

DEPOIS SEGUEM-SE OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS.

PELO CAMINHO VÃO (PARA JÁ…) ALGUMAS FREGUESIAS.

O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS NÃO VAI FUGIR A ESTE DRAMA.

 

O ASSALTO FINAL SERÁ À EXISTÊNCIA DO PRÓPRIO MUNICÍPIO!

Continuar...
 

A FALTA DE HONESTIDADE

 

NÃO FAZ PARTE DO MEU MUNDO

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estou a encher a viatura da minha vida com o combustível que penso me venha a fazer falta.
A minha bomba de combustível é lenta, não tem novas tecnologias, já não é manual, mas anda por aí.

Também não é para menos. Quando eu chego à dita bomba e digo para encher, o operário/a de serviço arregala os olhos e diz-me invariavelmente: Tanto?
E eu, de m
ansinho, acabo por dizer quase sempre: se não for tudo, mais ou menos!

Continuar...
 

Poema para a Memória de Abril

 

A minha vida não é isto


mas ficou a ser.


Uma linha sem fim


um desejo ao entardecer.


A minha vida


não é uma rua


sem fim


ou com um sinal proibido


daqueles que nos proíbem de ser


o que quisemos ser


e nos dizem para onde virar


quando não quisemos virar.


A minha vida é simples


estive onde quis estar


saí do que quis deixar.


Do mais dirão os outros


e não faltarão.


Do menos dirão alguns


e esses são os amigos


que ainda aqui estão


na memória e na recordação.


Que de outros amigos


de circunstância


género ou condição


não rezará o meu poema.


Fica-me este drama,


paradigma ou dilema:


ainda tenho amigos


ou os que o dizem ser


já não são?!

F. Lopes
(Ao chegar Abril …12/04/23)

 

ADEUS EUROPA

 

A Europa é uma fraude

Portugal está na Europa

Logo, Portugal é uma fraude.

 
Constituição da República Portuguesa
Artigo 21.º
Direito de resistência

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

 

Pode parecer um sofisma. Talvez, em certa medida, o seja. Escrevo e eu próprio não quero crer que assim seja. Mas não consigo deixar de pensar que há muito tempo muitos me andam a enganar. E tenho pena que o europeísmo que procurei entender e abraçar, depois de um anti inicial, se tenha desfeito definitivamente. Isso mesmo. Já não acredito nesta Europa dos neos todos. Já não acredito que ainda estejamos a tentar salvar a Europa dos Cidadãos. Andamos apenas a levar às carrinxas a Europa dos Papões e dos Vigaristas, dos Mentirosos e dos Oportunistas. Assim mesmo e não tiro uma letra que seja.

Continuar...
 

BOA PÁSCOA

 

 

 

Aproveitem para visitar a excelente exposição "Para um altar", do Mestre José Rodrigues, na Casa da Cultura com o seu nome, em Alfândega da Fé (aberta até 31 de Maio).

A foto é de uma das peças expostas.

 
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