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Alfândega da Fé de outros tempos – 4

 

Esta colectânea de “Alfândega da Fé de Outros Tempos” é uma dedicatória pessoal ao um grande professor que tive nos meus tempos de universidade e que, de forma muito marcante, contribuiu para que eu tivesse desenvolvido este espírito de guardador das memórias que fazem de todos nós aquilo que hoje somos. Chamava-se esse professor, porque infelizmente já faleceu, Carlos Alberto Ferreira de Almeida, e com ele fiz uma cadeira que hoje, por razões diversas da evolução do currículo académico do meu curso já nem sequer existe: Etnologia.

Trazer hoje para um espaço público como este memórias pessoais dos anos 70 não é uma questão de saudosismo e, mesmo que o fosse, seria sempre por uma boa causa. Para além de um excelente professor, Carlos Alberto, assim “quase” nos exigia que o tratássemos quando se abria a porta enorme da sua convivência com os alunos que gostavam de partilhar as suas “estórias” de investigador, os seus desencantos e sobretudo a sua quase inexplicável fé em tudo o que estava por fazer, foi um Mestre na verdadeira acepção da palavra. Para mim foi, seguramente, a diferença entre ser um simples transmissor de conhecimentos ou alguém que desde 1977, ainda no 2º ano do curso de História, entendeu que a vida não passa de uma construção, de uma grande estrutura da qual somos apenas uma infinitésima parte, que se muda muito lentamente, mas muda, à boa maneira do estruturalismo de Lévi-Strauss.

Há uns dias, nas quase “eternas” pesquisas que faço nos milhares de registos fotográficos que possuo, deparei com um envelope antigo apenas com negativos e que dentro tinha estas palavras escritas por mim: “Trabalho de Etnologia – 1977”. E recordei-me do trabalho que fiz nesse ano sobre etnologia (ou etnografia?) de Alfândega da Fé para a cadeira do Professor Doutor Carlos Alberto e que na década de oitenta serviu tantas vezes e para tanta gente de base documental para outros tantos trabalhos que andam por aí espalhados sem qualquer referência de origem… Peguei nos negativos, fui ao fotógrafo e mandei revelar. Os anos e os maus-tratos dessas películas estão bem evidentes, mas o resultado constitui agora memórias interessantes de um tempo próximo, mas cada vez mais longínquo. Assim começa esta nova versão de “Alfândega da Fé de Outros Tempos”, propositadamente dividida em décadas, para que melhor se perceba o seu conteúdo.

Sei que há alunos do ensino secundário a trabalhar neste tema do “antes e agora”. Aqui lhes fica uma boa sugestão de trabalho. A ausência de comentários (legendas) tem um sentido propositado, que é o de deixar a cada um a leitura pessoal, pois estas fotos marcaram gerações de pessoas, muitas das quais ainda temos o prazer de ter entre nós e outras fazem parte da nossa lembrança de pessoas e de comunidade alfandeguense.

 

NOTA DE ACTUALIZAÇÃO: (23 de Fevereiro de 2009)

 

Este texto e respectivas fotos foram editados no Blog, em data que não registei, mas seguramente no ano de 2007.

Como agora disponho da possibilidade da Galeria de Imagens, este conjunto de fotos será aí incluído, no tema “ALFÂNDEGA-OUTROS TEMPOS” com o título “Alfândega de outros tempos – 4”.

Tal como digo no texto, as fotos estão divididas por décadas e para serem identificadas há que ter em atenção a seguinte disposição:

 

1977 – Registos para um trabalho de Etnografia

Fotos 1 a 11

Anos Oitenta – renascer dos escombros

Fotos 12 a 25

Anos noventa – caminhos difíceis

Fotos 26 a 36

Fora de tempo – ou o tempo que não volta atrás

Fotos 37 a 39

Clique aqui para aceder directamente às fotos da Galeria de Imagens.

F. Lopes, 23 de Janeiro de 2009

 
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