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"SE A EDUCAÇÃO

 

É CARA,

 

EXPERIMENTEM

 

A IGNORÂNCIA!"

 

 

Foi com esta frase cheia de "raiva" sindicalista, mas com uma intensidade pedagógica que na época só alguns alcançaram, que António Teodoro (então Secretário Geral da FENPROF) brindou uma certa corrente política de centro-direita que no início dos anos 90 dirigia os destinos do país.
Mais recentemente, aquando da "decapitação" política da ignorância educativa de Maria de Lurdes Rodrigues e da tomada de posse da actual Ministra da Educação, escrevi eu, algures, que tínhamos passado de uma ilustre desconhecida para uma ilustre conhecida. E acreditei nisso. Mas não devia ter acreditado!

E não devia ter acreditado por uma simples razão: político que se preze e tenha convicções bate a porta quando é obrigado a fazer o contrário do que diz, ou assume o que faz ao contrário do que pensa! (1)
Com as recentes notícias sobre como é que se vai poupar dinheiro na Educação, a Ministra decepcionou todos quantos (eu incluído) ainda acreditavam que era uma pessoa de convicções e que toda a pedagogia educativa que transpira no muito que já escreveu, não foi apenas retórica.
Mas grave, muito grave mesmo, é constatar que enquanto Lurdes Rodrigues demorou mais de um ano a trazer instabilidade às escolas, a destruir todo o processo de trabalho que tinha levado anos a construir, esta nossa actual Ministra conseguiu fazer isso (ou permitir que alguém o fizesse) no tempo recorde de um ou dois dias. Em total contradição com o que afirmou há pouco tempo, de que não estava a ser preparada nenhuma reforma curricular, dizem agora que vão desaparecer algumas disciplinas... que, por sinal, para além de "amputarem" a lógica estrutural do sistema educativo actual e de deixarem milhares de alunos "ao Deus dará", sem apoios e sem espaços educativos de aprendizagens globais, têm como único efeito imediato reduzir o número de professores em cada escola!
Pelos vistos, para o Ministério da Educação, o conceito de reforma curricular ficou agora restringido às disciplinas de aprendizagens específicas. As áreas curriculares não disciplinares já não contam...mas por que raio lhe terão chamado curriculares?! Certamente deve estar para sair, vinda dos muitos entendidos da 5 de Outubro, uma nova noção de currículo... Resta agora saber se desta vez o modelo também vem da Suécia...
Mas será que o Ministério da Educação, como os restantes, não tem mais por onde contribuir para o aperto do cinto a que o País tem de se conformar? Claro que tem! Poupem nas mordomias, nos grupos de trabalho que não produzem nada, no batalhão de gente que está fora das escolas sem se saber a fazer o quê, nas obras megalómanas de recuperação de algumas escolas (já agora, publiquem o nome das empresas envolvidas para sabermos quem são...) e em tantas outras coisas. Questionem-se os subsídios para quem não os necessita ou utiliza de forma abusiva, reduzam-se as reuniões e as ajudas de custos, poupe-se na factura energética e noutros consumos de bens não duradouros, exija-se responsabilidade a alunos, professores e funcionários na gestão do património escolar, mas não se corte naquilo que conduz à frase inicial: "SE A EDUCAÇÃO É CARA, EXPERIMENTEM A IGNORÂNCIA!"

(1) No período pós 25 de Abril só reconheço este mérito a dois políticos de envergadura nacional, por razões e circunstâncias distintas, aceitáveis ou não: António Guterres e Durão Barroso. Curiosamente, ou não, oriundos dos dois partidos que constituem este rotativismo que vai conduzir a Democracia à exaustão! Não aprendemos mesmo nada com o século XIX e muito menos ainda com a 1ª República!

Francisco Lopes, 26 de Outubro de 2010

 
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