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ALFÂNDEGA DA FÉ VAI DESAPARECER DO MAPA...

 

SE NÃO FIZERMOS NADA

 

PARA EVITAR QUE ISSO ACONTEÇA!

 

Não há Governo que nos valha, não há "influências" políticas que nos salvem, se continuarmos todos a fazer de conta que nada vai acontecer, ou que alguém se há-de preocupar com o nosso problema!

O Concelho de Alfândega da Fé tem os dias contados se continuarmos a olhar para o nosso umbigo e a meter a cabeça na areia como a história da avestruz no deserto. Que a nossa terra é um deserto abandonado por tudo quanto é político nacional e regional, isso já não é novidade. Que é uma terra despovoada (entenda-se, de uma vez por todas, sem gente...) à qual se vão dando uns "rebuçados" para não fazer muito "ruido", ou para fazer apenas o que convém quando dá jeito e pode granjear mais umas simpatias partidárias, isso também já não é novidade.

Temos uma barragem a crescer mesmo à nossa porta, um autêntico mar de água como os nossos avós e pais nunca sonharam, uma imensidão de oportunidades de desenvolvimento, centenas de milhares de euros que já foram pagos pelos terrenos agrícolas que ninguém cultivava e o que é que nós fazemos?... nada! Pensamos no Santo Antão e na capela (até esquecemos que a barca para continuar a atravessar o rio tem de ter um ancoradouro...) mas não pensamos nas acessibilidades para a Barragem, não pensamos no Plano de Ordenamento da própria Barragem e no que vai permitir em termos de investimentos produtivos, não adequamos o nosso PDM a esta realidade, em suma, viramos as costas ao maior empreendimento feito no Nordeste Transmontano... desde sempre! Mas temos fé nos burros! Pois claro! Que os burros é que hão-de fazer de nós uma terra desenvolvida...

Com pelo menos vinte anos de atraso colocam-nos à porta uma estrada (IC5) que podia ter sido o futuro mas não passará da memória... do tempo em que ainda havia gente para lhe dar utilidade! Vale a pena o investimento? Apesar de tudo ainda acho que sim, mas como? Para ir mais rápido a Vila Real e ao Porto comprar o que por aqui não se compra, ou se compra a preços vergonhosos? Os nossos comerciantes, industriais e homens de serviços pensam que ainda não percebemos o truque?! Muitos não terão outro remédio se não fechar a porta e o que fazem para o evitar? Nada! Aguardam serenamente enquanto as obras ainda vão garantindo algum movimento e esperam que alguém resolva o problema quando tudo isto voltar ao que é, ou seja, à realidade das pessoas que não temos e do dinheiro que não existe. E vão fechar, mas para alguns isso não é grande problema, tendo em conta o que vão amealhando com a fuga aos impostos, a não facturação do que vendem, as rendas sem recibos e por aí adiante. Associativismo (refiro-me à Associação Industrial e Comercial) não interessa, dar a cara, pouco mais ou menos, não vão as Finanças descobrir os negócios... e a culpa é dos funcionários públicos, para quem se viraram todas as armas da crise! Crise, o tanas! Que a pague quem anda a viver à custa do erário público e de negócios não contributivos para os serviços que todos reclamam: saúde, educação, habitação, entre outros. Como já não há dinheiro para subsídios e não vai haver sequer para pequenas ou grandes mordomias, ainda estou para ver como se vão desenrascar alguns cidadãos para quem a vida tem sido uma "peluda"...de sossego, perguiça e vida descansada, até com direito a férias no Algarve e no estrangeiro!

Mas grave, muito mais grave, é que já é pública a intenção do Gorverno em encerrar serviços, como outros foram sendo encerrados anteriormente :recordem-se do Centro de Saúde, do que tivemos e não temos, dos problemas actuais já denunciados, e bem, mas das palmas que já se bateram...recordam-se, ou não?! e certamente também se recordam do que então já defendia...; recordem-se também dos serviços do MAP e do silêncio com que os deixámos ir embora...da EDP e quase, quase, dos Correios (não tardará muito...).

Pois é, não quero ser pessimista, mas não virá longe o tempo em que vamos recordar as Finanças, o Tribunal e a Conservatória e, não querendo assustar demasiado, o nosso Agrupamento de Escolas! Aliás, com tanto silêncio, já estamos resignados a recordar as nossas Freguesias (não falo apenas dos órgãos políticos, falo mesmo no aspecto territorial...) e estamos quase no ponto de rebuçado para recordar o nosso próprio Município!

Mas este concelho já não tem mesmo gente, ou somos uma carneirada de covardes que ficam satisfeitos por descarregar o voto quando nos mandam votar?! Que raio, a tal crise, que não é paga por quem a criou, pode justificar muita coisa, mas não nos pode silenciar. Então não devemos ao menos questionar se as mudanças servem... para mudar?!

Bem mais do que isso fizeram os Homens (e suponho que as Mulheres, embora disso exista pouco registo) do final do século XIX, quando o nosso concelho foi extinto. E foram os "ilustres" da terra que deram a cara para que este mesmo concelho renascesse e entre eles um médico de nome Ricardo de Almeida. Hoje somos todos da terra e todos "ilustres", como manda a Democracia. Acontece que ninguém está preocupado em dar a cara para defender o concelho do ataque que já lhe estão a fazer e daqueles que já estão na forja. Não me importa se foi o Governo anterior que pensou, se é o actual que executa, se é a troika ou o raio que os parta. Eu sou Alfandeguense e não vou ficar calado! Custe a quem custe, doa a quem doer!

Quem quiser vir para a luta que traga outro amigo também!

F. Lopes, 20 de Outubro de 2011

 

 
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