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Caras e Caros contribuintes das minhas palavras….

 

A PRAÇA PÚBLICA SÓ É DEMOCRÁTICA

QUANDO OS DEMOCRATAS A FREQUENTAM!

 

Pois, por que razão não havemos de dizer que somos contribuintes de tudo e de mais alguma coisa, se já não existe nada que não se pague?!

(Pausa para o pensamento…)

Exactamente. Não pagamos os nossos pensamentos e os nossos sonhos… isso era o que vocês (detesto esta palavra, que nos meus tempos de escola primária me foi indicada como um insulto aos mais velhos… e é… prefiro senhores…) dirão de imediato. Mas vamos por partes.

Então, exactamente, o que é que os senhores pensam? Que não pagamos os pensamentos e os sonhos?! Que não pagamos a memórias e as ideias… e as opiniões e o resto que nos vai na “alma”?!

Já dei para todos os peditórios. Uns por convicção (olha o “acordo”… mas esta continua a ser assim) outros por simpatia, outros ainda por “vingança” (quem nunca teve a sua que atire a pedra…) e uns quantos (não muitos, mas mais do que deveriam ter sido) por cegueira natural com os olhos esbugalhados de verdade à frente do nariz! Deu para perceber? Se não perceberem desta não terão outra oportunidade!

Lá está de novo o “escriba” da terra, coitadinho, não sabe fazer mais nada se não escrever umas coisas... Onde vai malhar desta vez… à direita, à esquerda… o “gajo” ainda não perdeu o hábito… e não há forma de o calar…o que é que lhe oferecemos… o que é que lhe tiramos…Não!

Não, “não vou por aí”, como dizia Régio. E acrescento: nem preso, nem acorrentado. Vou apenas por onde a minha consciência dita, por onde o caminho me acrescenta, por essas estradas da vida que me orientam. E levo comigo o farnel de cinquenta e seis anos de erros, de mais de trinta a ensinar (ou a desensinar) os outros, de não sei quantas dezenas a escrever sobre os outros e a aprender com eles… mas que grande e pesado farnel já vou transportando às minhas costas e como tenho saudades dos anos em que em cada esquina encontrava um amigo para meter mais um bocadinho de peso útil neste meu farnel e como tenho pena de que hoje só me queiram meter nele inutilidades e mentiras ao desafio!

(Não estão a gostar…pausa e mudem de canal…)

A minha Terra, já não sei se é minha. Foi ocupada por um mar de indigentes institucionais…Pessoas que ou vivem do erário público, ou vivem à custa dos favores desse mesmo fundo financeiro, que todos julgavam infindável mas que, afinal, finalmente (o Zeca Afonso tinha toda a razão) está quase, quase, a bater no fundo do tacho!

Espantosamente, seguem-se e sucedem-se as manifestações de falsas solidariedades, espevitam-se os ânimos da mediocridade, confessam-se os desencantos e colocam-se na praça pública as versões mais parolas da defesa dos direitos e dos interesses públicos (pessoais… convenhamos) como forma de afirmação da cidadania que nunca existiu!

Sociedade da treta e da circunstância. Mais nada. Mais roupa bonita, mais festa “softe”, “passerelle” do mau gosto (é assim que se escreve? que o meu estrangeirismo é uma vergonha, bem diferente do gosto que tenho por esta língua pátria sem acordos…) mais roupagem intelectualizante, esta minha Terra está a transformar-me num burro absoluto. Só não sei tirar a raiz quadrada de tanta estupidez! Desculpem lá se isto atinge aqueles “mimos” das redes sociais, tipo “Face”, com fotos e tudo, histórias de viagens de biquini, jet 7 dos pobres e dos ricos e aquelas maravilhosas e linguisticamente perfeitas frases bombásticas tiradas do que outros escreveram, reproduziram (às vezes em línguas estrangeiras que o bom-senso, ou o conhecimento, nem sequer deu para adaptar…) "porra", pelo menos leiam (e comprem) o “Seringador”, que já se edita há 147 anos, é um produto Nacional e ainda escreve “Reportório” em vez do “Repertório” do neo-intelectualismo nacional!

(Mais uma pausa… ainda não desistiram?)

Pois então, já que chegaram aqui, vamos aos finalmente.

Julga-se tudo em praça pública, ou em comunicados, ou nas notícias da dita comunicação social, que só se vende (quando não se vende, entendam como quiserem) sempre que o horizonte fica nublado e se confundem as mentes com palavras escolhidas para dizer pouca coisa, ou coisa nenhuma, ou nenhuma coisa… conforme os casos e as circunstâncias. Justiça em praça pública, com direito prévio a informação privilegiada (alguma da qual em segredo de justiça…não é que a nossa justiça sirva de exemplo a ninguém, mas que raio, nunca ninguém será capaz de explicar o que são “fontes” disto ou daquilo?!)

Deixem-me lá abrir este último parêntesis para explicar a coisa. Se eu disser que de acordo com as “fontes” a minha Terra só existe deste o século XX, seguramente que me exigirão que identifique as “fontes”; se eu disser que a minha Terra vai desaparecer do mapa, como concelho, a partir de 2015, seguramente que me exigirão as “fontes”! Mas como ninguém me obriga a dizer quais são as tais “fontes”, passem bem, que eu também… e fica a História feita, até que alguém prove o contrário! Esta é, actualmente, a estratégia da Comunicação Social no nosso País. Invente-se a história (estória, como alguns escrevem, sem sucesso linguístico e pedagógico) e quem vier a seguir que feche a porta! Matou-se a vida de alguém, denegriu-se a imagem de uma instituição, isso pouco importa. Qual foi a audiência, quantos exemplares se venderam, esgotou-se a edição… e todos, uns mais, outros menos, “pactuamos” (acho que ainda se escreve assim…) lendo e consumindo e, pior do que isso, reproduzindo, a maior parte das vezes sem ter lido nem consumido, apenas ouvido de esguelha, de lado ou do raio que o parta!

Não, decididamente, não quero ir por aí nos anos de vida que ainda tiver para viver. Não sei se vão ser muitos, se poucos. Como também não acredito no destino, nem no desígnio de deus, hão-se ser os dias que a vivência cósmica decidir. Mas não vou por aí, nem que chovam picaretas!

Hei-de ficar por aqui, com os meus defeitos e os meus costumes e dizer em voz alta à corja de hipócritas que pisa as ruas dos meus impostos, vão catar piolhos no rego do “Quebra Costas”, que de falsos e presumidos já basta!

O meu desencanto já anda à minha frente. As palavras já viraram a esquina quando eu ainda nem sequer cheguei ao fundo da rua. Volto para trás e construo outras, ou sigo em frente e aventuro-me no caminho que elas percorram sem a minha presença?!

(Chegaram até aqui?... parabéns, bons leitores… se quiserem, façam o exercício de descodificar a mensagem, mas o conselho que vos deixo é apenas de absorver o que vos parece. O resto tem pouca ou nenhuma importância.)

 

F. Lopes

2011/11/08

 
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