Entrada

Novidades do site

A Escola em fotos

Galeria de imagens

PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

ALFÂNDEGA DA FÉ

 

EM LUTA (I)

 

Quando em 2005 iniciei esta caminhada (com o Blog “Resistir no Nordeste”) para defender a construção da Barragem do Baixo Sabor, estava longe de imaginar que meia dúzia de anos depois o problema seria mais grave do que o desentendimento com falsos ambientalistas (para não dizer oportunistas…) e com os “mordomos” do património reinventado que a água vai, finalmente, sossegar, depois de décadas e décadas de obscurantismo e abandono que só os cifrões da Barragem conseguiram desenterrar! Não conto (nunca contei) com estas mediocridades intelectuais para as lutas que se avizinham.

Eu sou assim. Nem mais nem menos. Apenas este Nordestino que não desarma! Não cala, nem consente. Morrerei assim, mas morro na minha luta pela terra que me viu nascer.

A minha terra é Alfândega da Fé. O meu caminho o Nordeste Transmontano, a minha Pátria Trás-os-Montes. Do resto nada sei, nada digo e nem me interessa muito. Mas lutarei, com as armas que tiver, sejam elas quais forem, se quiserem matar a minha terra!

O grito é tremendo, o apelo à luta vai pelo mesmo caminho e não perdoarei a quem ficar calado.

Alfandeguenses, deixo-vos com um texto que tem mais de um século e percebereis o que nos próximos dias vou acrescentar a esta primeira convocatória.

 

“Alerta! – Alfandeguenses, há alguns meses que o actual governo sacrificou a autonomia e independência do nosso concelho às conveniências políticas do seu revoltante facciosismo partidário. Esgotamos todos os meios de resistência legais. Não quizeram ouvir-nos, protestamos e eles quizeram emudecer o nosso protesto.

Pedimos justiça e eles, os homens do governo, desentenderem-nos.

Alfândega da Fé, uma vila que outrora se enobreceu nas lutas gigantes contra os mouros! Alfândega da Fé, cabeça de um concelho, cuja autonomia contava séculos de existência, tinha e tem ainda hoje elementos de vida suficientes para continuar a sua vida autónoma e independente.

Os ditadores sabiam isto e tanto assim que a vitima sacrificada foi dividida em quatro porções e dada em repasto àqueles que sancionam os seus roubos com o seu voto infame.

Ladrões! Ladrões!”

(Vilares, João Baptista (1926). Monografia do Concelho de Alfândega da Fé. Porto. Companhia Portuguesa Editora Ldª. Edição da Câmara Municipal.)

 

Este texto é atribuído a um manifesto do Dr. Ricardo Rafael de Almeida. O Concelho de Alfândega da Fé foi extinto por Decreto de 24 de Outubro de1895 e restaurado, também por Decreto, em 13 de Janeiro de 1898.

Estão a preparar nova extinção do nosso concelho. Desta vez a luta vai ser ainda mais aguerrida, assim o queiram todos os Alfandeguenses!

 

F. Lopes, 27 de Março de 2012.

 
Copyright © 2019 Resistir no Nordeste. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre sob licença GNU/GPL.
 

Mensagens

 

ENTRUDO

2017

 

28 DE FEVEREIRO

ALFÂNDEGA DA FÉ

As fotos do Site

fotocriar17
Image Detail

Visitas desde 2005

Visualizações de conteúdos : 696756
Barragem do Baixo Sabor: o que pode melhorar?