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Escrito por Administrator   

JÁ NÃO SEI QUANTOS ANOS...

 

 

Este espaço abriu há uns quantos de anos (nove) a propósito (e com o propósito) de defender a

construção da Barragem do Baixo Sabor. Neste percurso foram ficando muitas memórias, muitas

discussões, muitos combates, muitas desavenças e, sobretudo, ficou pelo caminho, farto de todos nós

e da sua própria existência, um grande amigo, defensor incondicional dessa obra: AIRES FERREIRA.

 

Neste reencontro com a minha própria criação, este RESISTIR NO NORDESTE, absurdamente surdo, mudo e calado, durante tanto tempo (por culpa exclusiva minha, não há volta a dar a esta questão, nem explicação que justifique seja lá o que for) gostaria de deixar aqui algumas ideias, para começar esta labuta mais séria do que aquela que, entretanto, fui trabalhando noutros espaços da net e, a partir de hoje, passarão a segundo plano, quando não à extinção absoluta.

Por isso,  seguindo a linha da luta original deste meu espaço, gostava de recordar aos actuais Presidentes das Câmaras Municipais de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros (a ordem tem a ver com a área de ocupação da albufeira, segundo a informação de que disponho, mas isso nem sequer é relevante) que não se esquecessem, antes da inauguração deste grande empreendimento regional, para a qual certamente serão convidados, de acertarem com o "dono da obra" (EDP) que ele deve ter um nome: Engº AIRES FERREIRA. Se não tiverem coragem pessoal e política para se entenderem sobre este aspecto contem comigo para legendar as fotos da inauguração, recordando-vos onde cada um andava (e o que fez...) quando outros davam a cara para que esta obra fosse uma realidade...

Mas esta obra, cuja realização teve de vencer os argumentos ditos "ambientalistas e patrimoniais" mais absurdos e acabou por não ser a que se desejaria por essa razão, para além de estar ainda a custar uma "pipa de massa" estúpida em trabalhos inglórios (só aceitaveis porque isto do Nordeste Transmontano é, de facto, infelizmente, hoje em dia, uma terra fértil para parolos e inteligentes...) não é, nunca foi, uma benção caída do Céu!

Entre os interesses daqueles que por razões empresariais pretendiam a sua construção e as expectativas dos que que localmente achavam (e acham) que a obra podia ser um factor de desenvolvimento reginal, sempre existiu (e existirá) uma grande diferença. Os primeiros guiaram-se por uma estratégia empresarial de âmbito nacional e internacional, os segundos por uma luta figadal para não ver morrer a sua terra! Foi isto que partilhei com Aires Ferreira, é isto em que ainda acredito.

Pouco me importa quanta energia eléctrica vai produzir a Barragem do Baixo Sabor. Estou-me nas tintas para o processo de transvase da água do escalão secundário para o primário... O que eu vejo, sem nunca ter visto, nem antes nem agora (pois ainda não está lá, mas vai estar brevemente) é um grande lago de água e uma oportunidade soberana para desencalhar o sul do distrito de Bragança!

Não foram o IC5 e o IP2 que nos desencalharam (aliás, duas vias rodoviárias elas próprias encalhadas, pois nenhuma está concluída...). Para já, com os dados disponíveis, elas só têm servido para saír, quando nós necessitamos urgentissimamente de um grande movimento de entrada, de pessoas, de bens, de serviços, de negócios, enfim de povoamento que não seja feito com teorias equívocas de dar guarida a quem não produz e benesses sociais a quem não acrescenta nada, a não ser uns votos que se pagam amarguradamente caros!

Por isso, JÁ NÃO SEI QUANTOS ANOS terei para continuar esta luta. Mas ainda tenho o descernimento suficiente para dizer aos autarcas das margens da albufeira da Barragem do Baixo Sabor: ESTÃO TODOS A DORMIR!

E se não estão a dormir, então é mais grave do que parece. Não dizem às vossas populações que projectos têm em mente para aproveitar economicamente a Barragem do Baixo Sabor. Continuem de costas voltadas para esta última grande e real oportunidade, façam de conta que o próximo quadro comunitário vai trazer fundos sem fim para as coisas onde não temos a menor hipótese de competição no mercado nacional e internacional, confiem numas coroas que vão cair nos cofres municipais para investirem em "chafaricas" ou clientelismos, continuem a trabalhar na capelinha de cada um, não se posicionem nem se organizem coletivamente para reivindicar o que for justo e possível e quando chegar o carrasco final de reforma administrativa, promovam manifestações serôdias e encomendem-se aos santos milagreiros...e acreditem que todos nos ajoelharemos agradecidos aos vossos pés pelo que deviam ter feito e não fizeram! 

Eu defendi e defendo aquele mar de água que ali vai crescer. Já deviam estar a crescer outros mares... mas só sinto brisa suave e ondulação de adormecer...! Mas, decididamente, eu não quero adormecer.

F. Lopes, 27/11/2014

 
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