Entrada

Novidades do site

A Escola em fotos

Galeria de imagens

PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

AINDA SOBRE A BARRAGEM DO BAIXO SABOR

 

Muito embora o texto “Barragem do Baixo Sabor…E agora?” só tenha sido incluído no blog em 9 de Dezembro, ele foi concluído a 4 do mesmo mês, portanto antes da notícia do Jornal de Notícias que motivou esta nota.

 

 

Na sua edição de 7 de Dezembro (2005) o Jornal de Notícias (JN) referia que “a barragem do Baixo Sabor poderá vir a ser construída sem recurso a fundos comunitários”, de acordo com declarações do secretário de Estado do Desenvolvimento Regional.

No mesmo texto noticiava-se ainda que segundo Aires Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, "vai ser constituída a associação de municípios do Baixo Sabor, com o objectivo de colaboração no aproveitamento dessa albufeira".

 

Estes dois novos dados merecem-me os seguintes comentários:

 

1º - Ainda que satisfeito pelo facto de o Governo não dar por encerrada a questão da Barragem do Baixo Sabor, apesar das dúvidas levantadas por Bruxelas, na sequência das queixas apresentadas por algumas associações ambientalistas, entendo que não se deve abdicar dos apoios comunitários e devem ser desencadeadas todas as acções no sentido de provar que a construção deste empreendimento não só é fundamental para o desenvolvimento da região e do país como não acarreta prejuízos ambientais e patrimoniais com a dimensão que alguns pretendem dar-lhe;

 

2º - A associação de municípios do Baixo Sabor (Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo), referida por Aires Ferreira, constitui um passo importante para a defesa da construção da barragem e, caso ela não se concretize, dos legítimos direitos das populações em matéria de compensações financeiras; contudo, esta associação de municípios deveria promover a constituição de uma equipa independente que se encarregasse de quantificar, descrever e localizar com precisão alguns dos aspectos ambientais e patrimoniais que têm sido utilizados como arma de arremesso contra a construção da barragem e ao mesmo tempo virar a opinião pública e até as instituições, nomeadamente as europeias, contra este investimento;

 

3º - Entre outros aspectos, esta comissão, deveria igualmente quantificar com objectividade o impacto ambiental e patrimonial da construção da barragem, mas identificar igualmente os aspectos positivos que o empreendimento terá nos mesmos campos; a não ser, claro está, que alguém consiga provar que uma albufeira desta dimensão no Baixo Sabor não vai criar novas condições de habitat para espécies que agora aqui são raras, ou nem sequer existem, nem vai contribuir para que algum do património construído agora completamente abandonado venha a ser objecto de outra atenção por parte das instituições, autarquias incluídas;

 

4º - Entre os aspectos ambientais que devem ser rigorosamente analisados conta-se esta afirmação da “Plataforma Sabor Livre”: No vale do Sabor surgem também os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes, e a presença de substratos calcários e ultrabásicos permite a ocorrência de um elevado número de endemismos.”

 

5º - Tal como já disse no texto “Barragem do Baixo Sabor…E agora?”, a estratégia de referência a todo o vale do Sabor e não apenas ao Baixo Sabor não nos pode deixar enganar; por isso importa saber onde é que se localizam “os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes” e quais são exactamente os inúmeros endemismos que ocorrem nesta zona do Sabor (quase nos atrevemos a dizer em todo o vale do Sabor!); um endemismo é uma espécie biológica exclusiva de um lugar, ou seja, só existe numa área perfeitamente definida; em nome da verdade e do rigor científico, era bom que os biólogos deste país (ou quem quer que faça semelhante afirmação) dissessem exactamente do que é que estão a falar e onde é que o vulgar cidadão pode comprovar (no terreno) estas afirmações;

 

6º - Quer a barragem se construa ou não, mas vier a provar-se que algumas das afirmações proferidas sobre o património ambiental e arqueológico não correspondem à verdade, as organizações que as emitiram para a opinião pública deverão ser criminalmente responsabilizadas e essa pode muito bem ser uma das funções da associação de municípios agora criada; é que o direito democrático de livre expressão e de defesa do interesse público (que defendemos sem reservas nem limitações), não pode ser dissociado do dever da verdade e do rigor, sobretudo se estão em causa interesses de terceiros, também legítimos, que podem sair lesados, como parece ser o caso.

 

F. Lopes, 9 de Dezembro de 2005

 
Copyright © 2019 Resistir no Nordeste. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre sob licença GNU/GPL.
 

Mensagens

 

ENTRUDO

2017

 

28 DE FEVEREIRO

ALFÂNDEGA DA FÉ

As fotos do Site

6neve14
Image Detail

Visitas desde 2005

Visualizações de conteúdos : 678080
Barragem do Baixo Sabor: o que pode melhorar?