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ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

 

É preciso mudar o rumo do concelho

 

 

 

Para aqueles que ainda acham que eu me preocupo antecipadamente em saber o que pensam algumas pessoas sobre o que pretendo escrever, ou que me desdobro “jornalisticamente” para ouvir a opinião das partes envolvidas, aqui vai uma pequena achega do contraditório. Talvez não seja uma achega assim tão pequena como isso…mas para já ficamos por aqui!

 

Hoje, dia 9 de Março, tomei conhecimento pelo JN que leio quase diariamente, desta pequena notícia inserida na página 17, numa caixa de “breves”. Pode ser uma nota “breve” para o universo dos leitores do JN, mas pessoalmente considero que se tratou apenas de um descuido dos jornalistas que deviam estar mais atentos ao que se passa nos municípios onde se vende o jornal que produzem, que é como quem diz, se consuma o seu ganha pão. Já vi neste (e noutros) jornais, notas alargadas em páginas de destaque sobre acontecimentos triviais. O que não tinha visto até agora foi este tratamento nas “breves”, diria “brevíssimas”, de uma notícia tão importante como esta, se efectivamente for verdadeira e nada me diz que o não é: O actual Presidente da Câmara Municipal, João Carlos Figueiredo, que está a concluir o seu segundo mandato e já tinha assumido a candidatura para o próximo (o partido que o apoia, o PSD, tinha “homologado” essa candidatura, para utilizar a terminologia do jornal) bateu com a porta, como se diz na gíria.

Como munícipe sem filiação partidária que apoiei (e continuarei a apoiar, pelo menos até ao final do mandato) o actual Presidente da Câmara, e apoiaria novamente se ele levasse adiante a sua candidatura, só tenho duas coisas a dizer, considerando que aquela nota jornalística é verídica (e se não for o que vou escrever não se altera em nada):

1º -Compreendo tal atitude do munícipe João Carlos Figueiredo, mas lamento esta decisão; apesar de algumas contrariedades do mandato autárquico era minha convicção de que ele voltaria a ganhar as eleições, muito embora alguns “entendidos” da praça apostassem o contrário, possivelmente porque se ouvem a si mesmos, esta ou aquela localidade, e não o concelho inteiro, que é quem vota.

2º -Esta atitude de João Carlos Figueiredo é uma lição de moral política para muitos garimpeiros e oportunistas que grassam cá pela terra. Desde aqueles que viveram à sua sombra, passando pelos que fugiram como coelhos à procura de melhor toca até aos que nunca gostaram dele e lhe dirigiram as mais torpes calúnias quando os argumentos das ideias escassearam e as soluções alternativas teimaram em nunca sair dos “brilhantes” cérebros.

Adversários políticos, no verdadeiro sentido das palavras, não os teve. Acusações disto ou daquilo teve muitas, algumas vindas exactamente de quem deveria estar caladinho e sossegado antes de atirar a primeira pedra. Mas as obras estão aí e não têm rodinhas… Talvez com alguns reparos na gestão financeira, mas não é o próprio Governo e seus batedores de palmas que dizem aos quatro ventos que é necessário fazer investimento público? Ou o que é válido para Lisboa perde graça em Alfândega da Fé?!

Ora, se João Carlos Figueiredo não é candidato à Câmara Municipal, o PSD local fica com um grande problema para resolver e muito rapidamente, se não quiser correr o risco de apresentar ao eleitorado uma lista do “faz de conta”, apesar do muito trabalho desenvolvido nos últimos quase oito anos, a maior parte dele muito pouco (ou nada) divulgado junto dos munícipes. Suponho que aqueles que contribuíram, ou prepararam mais ou menos ardilosamente (direi mesmo com falta de solidariedade política) este desfecho vão ter um grande amargo de boca. Mas como eu não faço parte do grupo, nem contribui para este epílogo, esperemos para ver o resultado de todo este imbróglio.

A esfregar as mãos de contentes estarão agora os adversários políticos. Sobretudo o PS, que é uma força política capaz de atingir resultados eleitorais para tomar novamente conta dos destinos da Câmara Municipal. Mas nem esta renúncia de João Carlos Figueiredo pode ser considerada como uma vitória antecipada do PS. Falta saber como se posicionarão os restantes partidos e, sobretudo, falta saber se não é já tempo de acabar com esta politiquice de lana caprina e propor aos munícipes uma alternativa diferente, aberta e mais transparente, despida de interesses e compadrios, que verdadeiramente mude o rumo do concelho e traga algum sentido democrático à nossa vida colectiva. Esta última via não está fora de questão e pode vir a baralhar as contas a muita gente! Pode, por exemplo e no mínimo, acabar com esta ditadura das maiorias rotativas entre o PS e o PSD, que já dura desde 1979!

 

F. Lopes, 09 de Março de 2009

 
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