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CENTRO CULTURAL MESTRE JOSÉ RODRIGUES

 

8 de Agosto – 15.00 horas

 

 

 

 

Apresentação do livro

de Nuno Baptista-Afonso

 

 

 

 

Nuno Baptista-Afonso nasceu em Mirandela, em 1979, mas é um Alfandeguense, pois aqui foi criado com os pais. Aos 14 anos rumou para sul, tendo completado o ensino secundário em Almada, ingressando depois no curso de Gestão, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, onde foi dirigente associativo e participou no programa Erasmus, que o levaria durante um ano para a cidade irlandesa de Waterford.

Terminado o ensino superior casou e regressou a Trás-os-Montes.

Em 2008, entre a actividade profissional e o MBA na Fundación San Pablo-CEU, em Valladolid, terminou este romance, que inicialmente começou por ser, imagine-se, uma prenda para oferecer à sua mulher no primeiro aniversário de casamento!

O certo é que o romance acabou em livro e veio revelar mais um escritor Alfandeguense de quem se esperam outros textos com esta qualidade linguística e capacidade ficcional.

Amanhã, pelas 15.00 horas, no Centro Cultural Mestre José Rodrigues, terei o grato prazer, a convite do autor, de dizer algumas palavras sobre este livro, em jeito de apresentação, mas o prazer maior foi a sua leitura, que aconselho vivamente a toda a gente.

 

 

 

 

 

A apresentação do Livro de Nuno Baptista-Afonso constituiu mais uma manifestação de cultura a que o Centro Cultural Mestre José Rodrigues nos habituou já. Quando tiver oportunidade colocarei aqui uma ou duas fotos que ficaram de me ceder. Entretanto ,e para completar este registo, edito o texto que escrevi para esta apresentação.

 

Apresentação do Livro

“Coisas da Vida, As Pequenas Grandes Coisas”

de Nuno Afonso.

 

O Nuno Afonso surpreendeu-me há umas semana com o convite para apresentar hoje este seu livro “Coisas da Vida, As Pequenas Grandes Coisas”.

Eu desconhecia que ele se dedicava à escrita e mais surpreso fiquei quando percebi que o livro não estava para editar, mas já tinha saído no mês de Março. Naturalmente aceitei o convite, que agradeço, tanto mais que conheço o Nuno praticamente desde que nasceu e a família de há longos anos.

Embora soubesse que a formação académica do Nuno é da área da economia e gestão, não me iludi com esse facto, pois a escrita nunca esteve sujeita a condicionalismos desses. Basta lembrar Gedeão, o nosso Nobel Saramago e aqui mais perto de nós Regina Gouveia, para percebermos que isto de ser escritor não tem nada a ver com a formação académica de origem, mas com o gosto pela leitura e pela construção das histórias através da arrumação das palavras, seja em prosa ou em poesia.

Também não fiquei surpreendido que a veia literária e poética tivesse surgido no Nuno, pois ele tem na família um outro exemplo de alguém ligado ao mundo da medicina que aos dezassete anos, ainda antes do 25 de Abril, editou o seu primeiro livro de poesia. Refiro-me ao Fernando Pacheco, que certamente será uma das muitas pessoas que ficou feliz por saber desta incursão do sobrinho no campo das letras.

Portanto, o Nuno fez-se escritor e podem crer que isto é a sério.

Escreve bem, conseguiu até acomodar parte do seu falar transmontano nesta obra e talvez não seja por acaso que embora todo o enredo se passe longe destas paragens, a personagem principal tenha aqui as suas origens, em local indeterminado, mas em Trás-os-Montes. Aliás, como eu costumo dizer, não sei se acertadamente ou não, toda a escrita literária tem algo de autobiográfico, embora a maior parte das vezes isso não transpareça do texto. Mas há sempre pequenos sinais. A mim não me passou despercebido, por exemplo, que a figura central, natural de Trás-os-Montes e que depois de uma vida complicada por Lisboa se refugiou na pacata e alentejana vila Vicentina, tivesse nesse esconderijo uma profissão ligada ao comércio, sabendo eu que essa foi uma parte substancial da vida do avô e do bisavô do Nuno.

Mas os eventuais traços autobiográficos parecem terminar por aqui e também não é esse aspecto que mais nos interessa.

Pois bem, a minha ideia inicial, antes de uma leitura atenta, de que este texto andaria entre um conjunto de contos e um romance, não corresponde à verdade. Trata-se, efectivamente, do contrário, de um romance perfeitamente estruturado, até com algumas novidades pouco habituais, dentro do qual podemos destacar pequenos contos em torno das personagens.

A temática deste romance aborda um mundo real e contemporâneo, realidades que acontecem todos os dias, em toda a parte, mas reflecte sobre as situações e avisa para os perigos que elas contêm, umas vezes através da reflexão das personagens, outras através da introdução do narrador que, na maior parte dos casos, se distancia do resto da história, como se fosse alguém que a estivesse a observar de cima, sem querer interferir nos acontecimentos.

O título, “Coisas da Vida, as Pequenas Grandes Coisas” é sugestivo, mas de certa forma enganador, no bom sentido, entenda-se. O tema central é o sub-mundo do crime organizado ligado ao transporte e distribuição de drogas, mas também ao drama do consumo. Mas não se pense que se trata de um romance policial. Nada disso. Trata-se antes de um conjunto de histórias de vida ligadas por amores e ódios, enganos e mentiras, prazeres e misérias, desejos e decepções. Mas também não é um romance de cordel ou de pinga-amor. É uma profunda reflexão sobre a vida, o que espanta ainda mais, vinda de um autor tão jovem.

Estas seriam razões suficientes para aconselhar a leitura desta obra do Nuno Afonso, mas existem outras que também importa referir.

Do ponto de vista da construção literária e considerando que se trata de uma primeira obra é, de facto, um sinal prometedor para o futuro do autor como escritor.

A minha intenção não é maçar-vos com grandes considerações puramente literárias, até pelo simples facto de que não sou propriamente um entendido na matéria, embora naturalmente me interesse pelo tema.

Contudo, ficaria pobre esta apresentação se não dissesse de forma clara que este trabalho do Nuno Afonso tem uma construção interna, uma estrutura de suporte do enredo, se quiserem, fora do vulgar e muito bem desenhada, capaz de agarrar o leitor de primeira à última página a tentar adivinhar o que vem a seguir. Em duas palavras, poderia dizer-vos que este romance começa praticamente onde acaba, mas em tempos diferentes e sem uma sequência cronológica directa, o que torna a sua leitura ainda mais apetecível.

Imaginem uma história que se começa do princípio para o fim e em determinado momento já vai novamente em direcção ao fim, como se este tivesse sido verdadeiramente o princípio.

Enfim, não ficaria bem contar-vos a história, pois isso retiraria à vossa leitura uma das coisas mais importantes, que é o desconhecido e a necessidade de cada um o procurar pela sua própria mão.

Contudo, gostaria de realçar aqui alguns aspectos de construção do enredo que me surpreenderam. Para além de uma estrutura temporal bem concebida – o princípio da história começa quase a meio do livro -  o autor usa vários meios para contar esta história: o discurso directo, através das personagens, o discurso indirecto das próprias personagens, a introdução de um narrador, alguém que vê as coisas de forma independente, sem se intrometer no desenrolar dos acontecimentos e ajuda a estabelecer a ligação temporal e ainda uma ideia interessante, que foi a de colocar a leitura de um diário a recontar outra vertente da história do personagem principal.

Desvendar mais do que isto seria retirar-vos o prazer da leitura. O mesmo aconteceria se antecipasse aqui a razão mais profunda que levou a personagem principal, o Pedro de muitos nomes, a fazer uma cruzada pela vida na busca da salvação de outra vida.

Pedro, Rita e Célia, são os nomes principais desta brilhante história que ao fim e ao cabo termina dizendo-se que ainda não é o fim, apenas uma pausa, em torno de um pequeno personagem, o Júlio, que significa a continuidade!

Suponho que não ficará mal aconselhar a todos a leitura deste romance, mas em particular aos mais jovens, pois estou certo de que no final perceberão de forma mais próxima a grande mensagem de vida que o Nuno nos transmite.

Parabéns Nuno, por este trabalho literário que promete e nos deixa à espera de uma nova história.

 

Muito obrigado a todos.

Francisco José Lopes   

Alfândega da Fé, 08 de Agosto de 2009

 

AS FOTOS DA APRESENTAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

F. Lopes, 7 de Agosto de 2009

(Actualizado em 09-08-11)

 
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