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SEM AMBIÇÕES,

MAS COM CONVICÇÕES!

 

Sábado, dia 22 de Agosto.

 

Fui até Vila Nova, localidade anexa de Sambade, confirmar se os trabalhos de recuperação da Estrada Municipal que vai do cruzamento da EN 315 até Gebelim já se tinham iniciado. Não é que se veja grande coisa, mas na realidade os trabalhos tiveram início. Foram colocadas umas quantas de carradas de saibro, ou lá como se chama e iniciou-se a limpeza das bermas, como a foto documenta, tarefa indispensável para iniciar a obra que foi entregue ao empreiteiro após mais um demorado concurso.

 

Como era Sábado (já pelo fim da tarde) não esperava encontrar trabalhadores no local, mas a ausência de equipamentos deixou-me a pensar se aquilo estaria para avançar ou não. Tirei a fotografia e de regresso sempre fui perguntando num café se havia mais informação sobre o andamento das obras e fui logo esclarecido de que a empresa que ganhou o concurso deu férias ao pessoal e só recomeça no início de Setembro. A nossa gente está mais informada do que imaginamos e eu fiquei esclarecido.

De regresso à nossa simpática Vila de Alfândega da Fé, procurei ainda mais informações sobre o assunto, até pelo facto de há uns tempos atrás me ter ficado na memória uma foto editada num jornal regional que dava conta do mau estado de outra estrada municipal, a que vai da mesma EN 315 (a tal que se iniciou há cerca de seis décadas e nenhum Governo conseguiu concluir até hoje… e muito menos pavimentar decentemente em parte significativa do seu traçado) até ao cruzamento de Vales, com seguimento para Pombal, embora esta segunda parte fosse ignorada pelo autor da foto e do comentário. O raio da estrada está mesmo a pedir obras, mas não será seguramente uma prioridade autárquica tão importante como esta que passa por Vila Nova, Soeima e “desagua” em Gebelim.

Enfim, na sequência das minhas perguntas fui informado de que, sim senhor, a recuperação da estrada de Vila Nova a Gebelim já tinha sido entregue ao empreiteiro e que dentro de uns dois meses as obras estariam concluídas. E acrescentaram-me que o mesmo acontecerá muito brevemente com uma outra estrada municipal também a “gritar” por salvação há largos anos, que é a que vai da EN 215 para Sendim da Serra, Ferradosa e Picões.

Com todos estes esclarecimentos disse cá para os meus botões, afinal a autarquia está a cumprir com o que prometeu e com estas duas novas recuperações de estradas municipais já lá vão meia dúzia em oito anos, o que não pode dizer-se que seja uma má média, se tivermos em conta que foram ou vão ser recuperadas, até ao final deste ano de 2009, as mais importantes estradas municipais do concelho em termos de trânsito e das populações que servem. Diga-se, em boa verdade, que nos anos que ficam para trás, desde que as primeiras estradas municipais do concelho foram asfaltadas, ou seja, há cerca de quatro décadas, nunca foram recuperados tantos quilómetros. Pois, eu bem sei que vão dizer que este escrito é mais uma demonstração da minha curiosidade sobre as coisas da nossa terra, mas que querem vocês, eu não tenho culpa de aqui ter nascido, de aqui viver e de me interessar por tudo quanto nos diz respeito! Também não tenho culpa de estar atento ao que se passa à minha volta e de reflectir sobre o que os outros dizem das coisas da nossa terra. A Democracia é assim mesmo. Mas cá para mim tem alguns limites que não são exactamente coincidentes com aquilo que outros dizem, escrevem, apregoam ou veladamente insinuam. Para mim, a Democracia é igual a Verdade. Ou é, ou não é. Se está bem prova-se, se está mal prova-se de igual forma.

Quinta-Feira, dia 27 de Agosto.

Parece que houve para aí uma “arruada” política pela nossa Vila. Muitos sorrisos, muitos cumprimentos, muitos beijinhos e abraços, e sobretudo muitas promessas. Nada de novo. A política deu nisto e depois ainda há quem se queixe que o Zé Povinho se está nas tintas para os políticos e para as eleições. Passa-se meia vida sem conhecer quem vai na rua, sem por os pés num café ou num restaurante local, a fazer compras nos hipers que não se querem por cá, sem saber em que dia e qual o santo das festinhas populares de verão, a criticar as noitadas, o tabaco e o consumo de álcool e de repente estamos na adega do vizinho a pedir o votinho para as próximas eleições… e a aceitar todos os exageros em nome de uma ambição pessoal… Adiante.

Dessa tal iniciativa política, que não questiono, sobrou um documento que me veio parar às mãos. Li, eu sempre leio e guardo, pois gosto de recordar mais tarde e se necessário avivar a memória quando já todos se esqueceram do que se disse e escreveu.

Há muita coisa nesse documento que eu poderia aqui comentar. Seria apenas mais um comentário como outro qualquer e nem me parece que este seja o local apropriado para o fazer, uma vez que se trata de uma candidatura adversária daquela a que eu pertenço e não tenho intenções de transformar este site num espaço aberto às questões partidárias que já estão a confrontar-se no terreno.

Mas não posso deixar passar em branco esta coisa espantosa: o tal documento não tem uma palavra sobre o nosso des(Governo) o que quer dizer que quem o escreveu está a favor da desgraça que nos bateu à porta nos últimos quatro anos. Pois que lhe façam bom proveito. Também não tem uma palavra sobre a saúde, talvez pelo facto de que quem o escreveu tenha sido conivente com o que se passou e continua a passar nesse sector. Também não tem uma nota sobre a educação, talvez porque quem o pensou deve achar que vai tudo bem no reino da lurdeta. Enfim, até se acredita ainda na inócua Direcção Regional de Agricultura, ou seja, no Ministério que se transformou no coveiro do nosso sector primário. Mas deixemos isso para outra ocasião.

O que realmente me deixou escandalizado foi ver no tal documento a promessa de recuperação (a palavra exacta é “construção”, como se não existissem…) daquelas duas estradas municipais para o próximo ano! Exactamente. Se têm dúvidas, façam a leitura como eu fiz. Espantem-se com a mentira descarada e façam a mesma pergunta que eu: então a candidata Berta Nunes é Vereadora da Câmara Municipal e não sabe que aquelas estradas municipais ainda vão ser recuperadas este ano e numa delas as obras já tiveram início? Exactamente a de Vila Nova-Gebelim. Como é que se distribui um documento destes, que certamente foi feito recentemente (ou não?!) e se promete às pessoas, para o próximo ano, algo que já está a ser feito?!

De facto, no nosso país a política dá para quase tudo, mas ainda assim tem os seus limites. Era bom que no ciclo eleitoral que se avizinha todos os intervenientes dessem um sinal às pessoas de que ainda vale a pena acreditar nas ideias, nos projectos e nos sonhos. Sem ambições, mas com convicções.

 

F. Lopes, 28 de Agosto de 2009

 
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