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20 FOTOS – 20 HISTÓRIAS

Um esclarecimento necessário

com uma foto espantosa.

 

Este esclarecimento já devia ter sido colocado no site há muito tempo, mas perdi o paradeiro da foto que o origina e só agora foi possível dar a conhecer esta autentica curiosidade de Alfândega da Fé no final dos anos cinquenta do século passado. A ajuda para este esclarecimento veio do meu amigo Arquitecto Fernando Gouveia, que viu a exposição fotográfica e me trouxe um esclarecimento importante e uma foto espantosa.

 

 

Vamos lá então esclarecer as coisas. A foto de cima estava na exposição com o número 4 e na descrição que fiz dizia, entre outras coisas, que “junto à casa do “Sr. Mário Almeida” está levantado um enorme mastro com uma bandeira, sinal de que alguém havia terminado um curso superior, ou casado.”

Ora bem, na foto vê-se, de facto um mastro e a mim meteu-me muita confusão a sua localização mas sobretudo a altura que aparenta, considerando a distância a que a foto foi tirada.

O Fernando Gouveia tirou as dúvidas de forma indiscutível. Trata-se efectivamente de um mastro mas colocado em frente à Câmara Municipal para assinalar a nomeação do seu pai, Dr. Horácio António Gouveia, para Governador Civil do Distrito de Bragança, cargo que ocupou de 6 de Março de 1959 até 1964, ou 65, não conseguimos apurar ao certo.

Ora o Fernando Gouveia não só sabia deste pormenor como fez o favor de me facultar a foto que se segue e que me deixou absolutamente incrédulo, como suponho que também vai deixar os leitores. Nesta foto vê-se a população a levantar o tal mastro, o maior de três que então foram colocados junto do edifício da Câmara Municipal. Para quem conheça a Praça do Município, cuja dimensão é a mesma, embora actualmente com outro arranjo urbanístico do espaço, pode perceber que o tal mastro poderia ter mais de trinta metros de altura! Não é exagero, acreditem. Aquela árvore que cortaram para mastro, suponho que um eucalipto, tinha mesmo essa dimensão… o que é espantoso. Procurei fazer a medição através da própria fotografia, comparando com a altura média possível dos adultos que estavam a levantar o mastro e também no local, colocando-me mais ou menos no sítio de onde a foto foi tirada. Em qualquer dos casos deu-me mais de trinta metros.

Não se sabe de que zona do concelho veio esta árvore tão grande. Também não deve ter sido fácil o seu transporte, que possivelmente foi feito com carros de machos, ou bois. A foto, de resto, ainda permite ver que o mastro está em cima de um desses carros. Contamos cerca de oitenta pessoas de volta do mastro, para além dos que estavam a assistir. Colocar aquele mastro de pé, sem meios mecânicos, foi obra de verdadeiros artistas!

Aqui fica a foto e alguns pormenores. Só tenho pena de não a ter podido integrar na exposição. Fica para outra ocasião.

O meu agradecimento ao Fernando Gouveia e à Regina Gouveia, pela atenção com que viram a exposição e o apoio para originar este esclarecimento.

 

NOTA IMPORTANTE (5 DE NOVEMBRO DE 2009)

Há dias, o Manuel Costa (Né para os conhecidos) trouxe mais uma achega importante sobre este episódio do "grande mastro". Disse-me na altura que um trabalhador da empresa dele se lembrava dos acontecimentos e até sabia a dimensão exacta do mastro, 32 metros, confirmando-me que efectivamente se tratava de um eucalipto. A pessoa a quem se referia é o António Cordeiro, actual carpinteiro de Ferreira e Bebiano. Falei com o Cordeiro, assim lhe chamamos (de nomeada "Repolho", que não me leve a mal...até porque está casado com uma prima minha e vive aqui ao lado, paredes quase meias, para além da amizade que temos e a nomeada  vir da família , que sendo pobre, conta com um dos maiores mestres de banda cá da terra, de que um dia também falarei). Pois recorrendo à origem da informação, o Cordeiro confirmou o que já está dito e mais ainda: para além de ser excatamente um encalipto com 32 metros (o que confirma a minha anterior estimativa) a árvore foi oferecida pelo proprietário Manuel Ferreira (recordem-se da casa nas Barreirinhas) e retirado da "Jouja", (a toponímia deste lugar é linguísticamnete imprecisa e também se diz "joija") uma zona que se situa algures entre o limite da freguesia de Alfândega da Fé e Vales, na ribeira de Alvazinhos, mais ou menos nos lameiros onde hoje se encontra uma das tomadas de água que abastecem a Barragem da Esteveínha (a propósito, quem escrever o nome desta barragem que aprenda de uma vez por todas como se escreve correctamente..). A dita árvore,  sem dúvidas alguma grandiosa, mas não a única na época (asseguraram-me que havia outras da mesma espécie mais altas... nesse tempo) foi tirada do local a "ferro e fogo" ou seja, com muito trabalho e suor. Cortada com serra manual (nem vale a pena explicar o que isso quer dizer, pois a grande maioria das pessoas já não se lembra desse tempo...e uma explicação detalhada seria um desperdício absolutamente incompreensível para a geração do "iogurte", da "consola", do "telemóvel", do "mp3", "das aparelhagens com carro", dos "carros sem aparelhagens" e do "migalhões..." ) transportada à unha, com uma data de carros de machos (pelos vistos não eram bois) a nobre árvore deu que fazer aos aventureiros e fez história. Disse-me o Cordeiro e não duvido da informação (ele já tinha 14 anos e trabalhava no duro) que a nomeação do Dr. Horácio Gouveia para Governador Civil despoletou no concelho uma onda de "mastros" para celebrar o acontecimento. Esses mastros (com bandeiras) foram colocados junto à casa do nomeado (na actual rua do Relógio). Praticamente todas as aldeias do concelho colocaram ali um mastro. A Vila estava em falha...mas não podia ficar atrás! Daí a ideia de superar tudo e todos em altura. Pois aí está, um grande mastro, tão grande que não pôde ser colocado junto à casa do ilustre cidadão, já que ao seu comprimento e a dimensão da rua não o permitiriam. Solução?, a Praça do Município! Local?, pois claro, a Câmara Municipal. História pitoresca esta, que de permeio ainda tem a façanha de virar o dito mastro junto à antiga cadeia e outras coisas mais que registei e ficarão para nova oportunidade. De qualquer forma, aqui fica este novo registo. Quem sabe se um dia não serão história mais estrutural do que agora imaginamos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

F. Lopes, 26 de Outubro de 2009

 
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