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ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS…

É VINDIMA!

 

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS ….

E GOVERNAÇÃO SOCRÁTICA!

E agora, como é governar

com a "cabeça a prémio"?

O ditado popular é muito antigo… e tem a sua razão de ser.

Pouco antes das eleições para as Legislativas (14 de Setembro) coloquei neste site um texto com o título “José Sócrates não tem futuro”. Mera opinião pessoal sobre uma figura pública em quem nunca acreditei. O texto continua aqui, como todos os outros, e pode agora ser lido com mais calma e seriedade intelectual. Não existe nele nada de insultuoso, nada de calunioso, nada de nada a não ser, simplesmente, o que eu penso de José Sócrates: um político medíocre. Mantenho o texto, letra a letra.

 

Esse texto motivou dois ou três e-mail’s “clandestinos” (daqueles que todo o analfabeto informático sabe hoje criar, sem endereço real…) a chamar-me uns quantos de nomes. Deixei passar. Não respondo a parolos, incompetentes e sobretudo a “clandestinos”, embora estes últimos, na sua ignorância informática, não saibam que não são assim tão anónimos e eu até possua actualmente a origem desses escritos… por sinal publicados à custa do erário público! Adiante.

Passaram-se as Legislativas e o resultado foi o que se viu: Sócrates perdeu a maioria absoluta e ficou só, tal como eu tinha escrito. Não encontrou um único apoio, nem à direita, nem à esquerda. Mais do que um paradigma, Sócrates transformou-se num paradoxo, o que não é bom para o País.

Logo a seguir às Legislativas (28 de Setembro) escrevi novo texto, agora com o título “José Sócrates perde a maioria absoluta, mas parece que não aprendeu a lição”. O texto, uma vez mais, continua aí, para quem o queira ler. Não é um exercício de magia, nem de futurismo. O que se está a passar com a discussão do programa do Governo e o que se vai passar nos próximos dias na Assembleia da República darão razão ao que então escrevi.

Seguiram-se mais dois ou três e-mail’s. Novamente insultos, novamente linguagens porcas, novamente sinal de que cá no burgo existem uns quantos de cidadãos que são a vergonha da terra. Continuei a não ligar.

Passada a “avalanche” das legislativas veio, em termos locais, a “avalanche” das autárquicas. O PS ganhou as eleições. Indiscutível, tirando uns quantos de pormenores que a seu tempo virão para esta discussão.

Lá voltaram mais dois ou três dos tais e-mail’s. Então agora não fala da derrota nas autárquicas? dizia um em tom manifestamente escarninho…

Como este site é pessoal e não tem a obrigação de noticiar o que os outros querem, mas o que eu entendo (é assim mesmo, EU… quem quiser divulgar as suas opiniões que abra o seu próprio espaço na net, o pague e assine, como faço há quase quatro anos) e como nem sequer utilizei este mesmo espaço para fazer campanha eleitoral (onde estive directamente envolvido) recebi aqueles “piropos” com a serenidade que a democracia aconselha. Só perde quem não vai à luta, só ganha quem consegue atingir o objectivo. Pena é que nuns casos e noutros haja sempre umas sanguessugas fedorentas que só à posteriori identificamos. Mas a verdade é que o processo eleitoral das autárquicas não se esgotou no dia 11 de Outubro. E como diz o tal ditado, “até ao lavar dos cestos… é vindima”.

Pois a vindima já acabou e, estranhamente, não voltaram a aparecer os tais e-mail’s clandestinos!  Será por vergonha do que se passou na tomada de posse dos novos órgãos autárquicos…será por terem percebido que o poder é a coisa mais efémera que existe no mundo, ou simplesmente pelo facto de fazerem contas e descobrirem estupefactos que, afinal, nem tudo são rosas?!

Ora, chegados aqui, podemos agora fazer um primeiro balanço sério de todo este processo político, nacional e local.

Em termos nacionais Sócrates perdeu a maioria absoluta e tem toda a oposição contra ele. Cantou vitória, mas não deixa de ter a “Cabeça a prémio”. Entrou com força e arrogância, mas não tardará a encolher o rabo entre as pernas. Entre a campanha eleitoral e o programa do Governo enganou mais uma vez os Portugueses, em particular os professores. Veio dizer, na campanha eleitoral, para tentar ganhar mais uns votos (e acredito que tenha conseguido isso junto de alguns eleitores) que as medidas na educação tinham sido erradas, particularmente o processo de avaliação docente (ouvi bem, não?). Agora coloca tudo na mesma. Aliás, em matéria de Ministra fez apenas uma coisa: passou de uma ilustre desconhecida para uma ilustre conhecida. Talvez com uma diferença, pela negativa, a actual parece ter sido silenciada à partida. Ou está a estudar o discurso para dar a volta ao que defendeu antes, ou a preparar a investida para tramar a seguir. Logo veremos.

Em termos locais os resultados autárquicos estão mais ou menos na mesma. Maioria PS no Executivo, minoria PS na Assembleia Municipal! Situação histórica em Alfândega da Fé.

Para lá da encenação feita no dia da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos, em que o PS se deu ao luxo de colocar uma câmara de vídeo no espaço onde iriam decorrer os trabalhos, sem pedir autorização prévia ao Presidente da Mesa da Assembleia Municipal ainda em exercício, para lá dos insultos a que foram sujeitos os eleitos da oposição, sobretudo por não terem votado a favor da lista do PS candidata à nova Mesa da Assembleia Municipal, para além das declarações infantis (ou ignorantes, ou antidemocráticas) do candidato do PS a essa mesma Mesa da Assembleia Municipal, que depois de derrotado (os votos só se compram até certo ponto…) se arrogou o direito de fazer de conta que não existe uma lei eleitoral… ficam ainda muitas coisas por explicar, mas que certamente acabarão por ter uma leitura mais objectiva, como esta de todos já terem percebido que vieram votar ao concelho de Alfândega da Fé pessoas que não nasceram cá, nunca cá viveram, nem vivem, nem nunca tiveram nada a ver com este município! Estranho, não é? Um dia colocarei aqui a lista para todos saberem do que falo.

Mas continuemos.

O actual Executivo Municipal não dispõe de maioria na Assembleia Municipal. E não vale a pena andar com mais rodeios, nem tentar comprar mais votos. Há 21 membros da coligação “Juntos por Alfândega” que não vão permitir que este Executivo do PS ignore esta realidade.

Se ainda há quem pense que se compram Presidentes de Junta por meia dúzia de paralelos, tirem o cavalinho da chuva. Há compromissos muito mais sérios do que esse jogo dos votos.

Sério será o Executivo Municipal garantir três aspectos fundamentais para o concelho de Alfândega da Fé:

Primeiro – Exercer o mandato no interesse dos munícipes e cumprir as promessas eleitorais, sem arranjar desculpas;

Segundo – Não cair na tentação das perseguições políticas e pessoais, nem pretender ser “dono” das instituições;

Terceiro – Contribuir para que a Democracia no concelho não seja uma figura de estilo e garantir que os dinheiros públicos não sirvam para pagar favores políticos.

Suponho que garantidos estes três aspectos o actual Executivo Municipal pode (e deve) ter espaço político para exercer o seu legítimo mandato, ainda que tenha de contar com uma oposição que também faz parte do sistema.

Não ter aqueles aspectos em consideração poderá significar ter a “Cabeça a prémio”, tal como poderá acontecer a José Sócrates no Governo. Tudo depende da capacidade democrática dos actores políticos. E aí vai residir a diferença entre Democracia e Ditadura. Logo veremos em que espaço se posicionam os protagonistas da política local.

 

Tendo eu sido actor neste processo eleitoral para as eleições Autárquicas, como candidato independente pela coligação “Juntos por Alfândega” e na sequência dos resultados eleitorais sido eleito para o Executivo Municipal, ficaria mal não deixar aqui o texto da minha renúncia ao cargo de Vereador.

 

                                                                       “Exmo. Senhor

                                                                       Presidente da Assembleia Municipal

                                                                       de Alfândega da Fé

 

Francisco José Lopes, eleitor nº 1382, da Freguesia de Alfândega da Fé, concelho de Alfândega da Fé, portador do Cartão de Cidadão nº 3319279, considerando que o Decreto-Lei 75/2008, de 22 de Abril, que regulamenta o exercício do cargo de Director que desempenho no Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé, estipula, no seu artigo 26º, ponto 3, o regime de dedicação exclusiva e a incompatibilidade com o exercício de outras funções públicas ou privadas, remuneradas ou não, e na ausência de um parecer jurídico favorável sobre a compatibilidade de exercício de funções nas situações resultantes de eleições autárquicas, comunico a V. Ex.ª que, nos termos da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, artigo 76º, ponto 1, renuncio ao mandato autárquico para o Executivo Municipal, obtido na sequência dos resultados eleitorais de 11 de Outubro de 2009.

Sendo esta minha comunicação de renúncia efectuada na data de instalação do referido órgão, estão reunidas as condições para que se aplique o estipulado no artigo 76º, ponto 4, da referida Lei.

Aproveito para desejar a todos os órgãos autárquicos que agora vão tomar posse um bom desempenho de funções em benefício do concelho de Alfândega da Fé.

 

Alfândega da Fé, 31 de Outubro de 2009

 

Com os melhores cumprimentos

Francisco José Lopes”

 

 

F. Lopes, 06 de Novembro de 2009    

 
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