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ALFÂNDEGA DA FÉ EM LUTA (III)

 

Às armas! Às armas!

 

DIA 18 DE JUNHO ÀS 11.30 HORAS,

 

JUNTO AO TRIBUNAL.

 

COMEÇOU O ATAQUE AO NOSSO CONCELHO!

 

ALFANDEGUENSE QUE SE PREZE DESSE NOME

 

NÃO PODE FICAR NEM SURDO,

 

NEM MUDO, NEM PARADO!

 

Para os menos atentos, recordo aqui duas passagens do que venho escrevendo há uns largos meses.

 

Não há Governo que nos valha, não há "influências"políticas que nos salvem, se continuarmos todos a fazer de conta que nada vai acontecer, ou que alguém se há-de preocupar com o nosso problema!

O Concelho de Alfândega da Fé tem os dias contados se continuarmos a olhar para o nosso umbigo e a meter a cabeça na areia como a história da avestruz no deserto. Que a nossa terra é um deserto abandonado por tudo quanto é político nacional e regional, isso já não é novidade. Que é uma terra despovoada (entenda-se, de uma vez por todas, sem gente...) à qual se vão dando uns "rebuçados" para não fazer muito"ruído", ou para fazer apenas o que convém quando dá jeito e poder granjear mais umas simpatias partidárias, isso também já não é novidade.

(20 de Outubro de 2011)

 

A minha terra é Alfândega da Fé. O meu caminho o Nordeste Transmontano, a minha Pátria Trás-os-Montes. Do resto nada sei, nada digo e nem me interessa muito. Mas lutarei, com as armas que tiver, sejam elas quais forem, se quiserem matar a minha terra!

O grito é tremendo, o apelo à luta vai pelo mesmo caminho e não perdoarei a quem ficar calado.

(27 de Março de 2012)

 

OS ASSALTOS JÁ COMEÇARAM HÁ UNS ANOS. É PENA QUE  SÓ UNS POUCOS TENHAM NOTADO ISSO!

JÁ FOI O MAP, A EDP, O CENTRO DE SAÚDE…

 

AGORA VEM A SEGUNDA VAGA DE ASSALTOS.

 

O PRIMEIRO ASSALTO É AO TRIBUNAL.

O SEGUNDO ASSALTO SERÁ ÀS FINANÇAS.

DEPOIS SEGUEM-SE OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS.

PELO CAMINHO VÃO (PARA JÁ…) ALGUMAS FREGUESIAS.

O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS NÃO VAI FUGIR A ESTE DRAMA.

 

O ASSALTO FINAL SERÁ À EXISTÊNCIA DO PRÓPRIO MUNICÍPIO!

Quando esvaziarem o nosso concelho de serviços é fácil mandarem fechar-nos a porta definitivamente.

O argumento vai ser muito simples. Não temos população, como se a culpa fosse nossa. Durante décadas fizeram tudo o que era possível e o impossível para que a maior parte não conseguisse resistir. Ano após anos fomos vendo os Alfandeguenses votados a um exílio forçado. Primeiro o Brasil, de pois a África, a seguir as terras de França e de outros países europeus, para não falar da fuga para o nosso próprio litoral. Sossegamos uns anos e agora volta tudo ao mesmo! Afinal, quase quarenta anos depois do 25 de Abril e quase trinta de entrada na CEE (hoje União Europeia) é caso para perguntar: onde estão os políticos que nos desgraçaram e quem inventou estes políticos que hoje seguem as mesmas pegadas?!

Como não temos população, não “justificamos” a despesa! Mas essa é uma falsa questão, mesmo do ponto de vista financeiro. Não fomos nós, uns parcos cinco ou seis mil habitantes, que pusemos o País na penúria em que se encontra! Não fomos nós que fizemos as fraudes e não foi na nossa terra que se gastaram os milhares de milhões de euros de que agora tanto se fala. A dívida da nossa autarquia, por grave que seja em termos locais e à nossa dimensão, é uma gota de água nesse imenso oceano de corrupção e de favores, de tachos e tachinhos que sempre existiram e continuam a existir.

De facto, somos pequenos em tudo o que é dinheiro público. Os nossos serviços públicos, todos juntos, incluindo as autarquias, gastam muito menos do que qualquer ministério governamental em burocracia e comissões de estudo do amendoim torrado, com casca ou sem casca!

E nem sequer nos assiste o direito de apresentar contrapartidas! Quanto se poupa com o encerramento do Tribunal? Possivelmente, contas bem feitas, o erário público fica a perder… Quanto se poupa com o encerramento de outros serviços, ou com a extinção de Freguesias? Como é que estas reformas podem ser honestas e entendidas pelos cidadãos se até ao momento ninguém explicou os motivos, sejam financeiros, ou meramente funcionais, que conduzem a estas “reformas”? Ou seja, são“reformas” para garantir que se está a fazer alguma coisa, independentemente dos resultados, ou são “reformas” para melhorar os serviços que se prestam aos cidadãos? E como se melhora um serviço prestado aos cidadãos quando estes ficam afastados dele? Quer dizer, para desentupir a vergonha da Justiça que não temos, a melhor maneira é fazer com que a maioria dos cidadãos nem sequer tenha hipótese de chegar à porta do tribunal!... Na realidade, para os nossos governantes, a melhor forma de acabar com as listas de espera em qualquer serviço é… acabar com o próprio serviço! Governantes deste não fazem falta. Um burro (asinino) faz, na pior das hipóteses, igual. E fica mais barato!

 

MAS PODEMOS SER GRANDES EM FIRMEZA.

 

PODEMOS SER GRANDES NA DEFESA DO NOSSO MUNICÍPIO.

 

No próximo dia 18 de Junho eu vou estar lá.

 

E vou registar as faltas daqueles que tiverem a ousadia de não dar a cara!

 

F. Lopes, 14 de Junho de 2012