Poema para a Memória de Abril
A minha vida não é isto
mas ficou a ser.
Uma linha sem fim
um desejo ao entardecer.
A minha vida
não é uma rua
sem fim
ou com um sinal proibido
daqueles que nos proíbem de ser
o que quisemos ser
e nos dizem para onde virar
quando não quisemos virar.
A minha vida é simples
estive onde quis estar
saí do que quis deixar.
Do mais dirão os outros
e não faltarão.
Do menos dirão alguns
e esses são os amigos
que ainda aqui estão
na memória e na recordação.
Que de outros amigos
de circunstância
género ou condição
não rezará o meu poema.
Fica-me este drama,
paradigma ou dilema:
ainda tenho amigos
ou os que o dizem ser
já não são?!
F. Lopes
(Ao chegar Abril …12/04/23)
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