Concerto de Natal 2008 Versão para impressão
Escrito por Administrator   
Sábado, 24 Janeiro 2009 22:13

BANDA MUNICIPAL

APRESENTA MAIS UM

CONCERTO DE ELEVADA QUALIDADE

A Banda Municipal de Alfândega da Fé cumpriu novamente a tradição do Concerto de Natal. Foi no dia 21 de Dezembro e agora que a quadra natalícia já abriu caminho para a passagem de ano pode parecer estranho que venha aqui dar-vos notícia de um acontecimento que se vem repetindo desde que aquela orquestra musical existe. Mas quem não pôde assistir vai perceber rapidamente o porquê deste meu texto e das fotos que o acompanham. A Banda Municipal já nós sabíamos que tinha qualidade. O que pouca gente saberá é que de entre os músicos que a compõem, mais de meia centena, o Maestro Vítor Nascimento criou dois pequenos núcleos que pelo menos eu vi actuar pela primeira vez.

 

ORQUESTRA LIGEIRA

A abrir o concerto, uma ORQUESTRA LIGEIRA, com cerca de trinta músicos jovens, alguns muito jovens mesmo, com o apoio experiente de três ou quatro elementos mais “batidos” na pauta e nos instrumentos, preparados para aguentar os momentos mais difíceis. Esta orquestra tocou apenas quatro temas (“The Beste” – Tina Turner – arranjos de Vítor Nascimento; “One Momente in Time” – Albert and Jonhn Bettis; “You are de Champion” – Queen – Freddie Mercury – arranjos de Carlos Marques; “Christmas Concerto nº 2” – Félix Mendelssohn/Bartholdy – arranjos de Robert W. Smith) mas deu para perceber que a ideia foi brilhante e deve continuar a manter-se. Destacou-se, pela inovação, o solo de violino, executado por uma jovem que tem uns treze ou catorze anos. O público adorou, os músicos da velha guarda assistiram atentos e no final as palmas choveram merecidamente. Foi bom de ver e ouvir, foi sobretudo uma aposta merecida nesta juventude que, afinal, é o futuro desta banda.

QUINTETO DE METAIS

Logo de seguida, mais uma novidade. Um QUINTETO DE METAIS. Finalmente apareceu em Alfândega da Fé um Maestro que sabe tirar partido dos excelentes músicos que tem. Enquanto que uma orquestra ligeira pode actuar em pequenos palcos e garante alguma rodagem aos mais novos, sendo que pode muito bem sobreviver por conta própria dentro deste género, um quinteto de metais é algo que só se concretiza com gente que sabe exactamente o que é a música e trata por tu os instrumentos que toca. O Quinteto tocou três músicas, todas elas dos “The Beatles”, com os necessários arranjos. Pessoalmente gostei do desempenho a nível individual e colectivo. Suponho apenas, tendo em consideração outros quintetos metálicos que já ouvi (pelo menos dois deles já passaram cá pela terra) que deve haver mais ousadia na escolha e interpretação dos temas, dando mais espaço à criatividade individual de cada músico, pois eles têm capacidade para isso, “obrigando-os” a assumir de forma mais esclarecida o comando da execução musical, através dos solos dos respectivos instrumentos e sobretudo introduzindo o hábito de criar arranjos próprios, sejam de temas clássicos ou contemporâneos. Do meu ponto de vista esta é a forma como se deve encarar um quinteto de metais que não pretenda enveredar por um determinado género musical, mas abarcar todos eles em função das virtualidades dos próprios instrumentos. A experiência foi excelente e ficou uma porta aberta para levar o som da Banda Municipal mais longe e a espaços e momentos onde não cabem, ou nem se quer, todo o grupo. Não posso deixar de recordar aqui que, salvo desconhecimento meu, o primeiro quinteto de metais que tocou em Alfândega da Fé era constituído por músicos da Banda de Carviçais (Torre de Moncorvo) já lá vão mais de vinte anos! Dei esse exemplo a pelo menos dois “mestres” de banda que por aqui passaram. Houve uma primeira tentativa, suponho que ainda com a Banda dos Bombeiros Voluntários e depois… mais nada. Espero sinceramente que a ideia do quinteto se mantenha e cresça, independentemente dos músicos que em cada momento dele façam parte. E da mesma maneira espero que esta iniciativa dentro da banda Municipal seja arrojada na escolha do repertório e se prepare “para o que der e vier”, que é como quem diz, tenha capacidade para dar resposta a todo o tipo de solicitação que aparecer.

BANDA MUNICIPAL

Finalmente, a Banda Municipal. Um colectivo que já tem capacidade para ter uma orquestra ligeira e um quinteto de metais só pode dar um bom concerto. E foi o que aconteceu mais uma vez. Mais do que bom. Excelente. Há temas que aqueles que acompanham a Banda Municipal já ouvem com o prazer de descobrir a mais pequena falha que se possa imaginar. Falhas que não são perceptíveis a qualquer pessoa, mas temos no público gente com um ouvido excepcional. A qualidade com que a Banda Municipal executa Abba Gold fez desse tema uma espécie de barómetro das suas actuações. Mas desta vez eu destaco o tema “Tributo a Carlos Paião”, com arranjos de Álvaro Reis, uma peça que não conhecia e agradeci ter podido ouvir pela primeira vez.

Parabéns à Banda Municipal e em particular ao seu Maestro Vítor Nascimento. Como os votos de Bom Natal já vão tarde, ficam os mesmos para o Ano Novo de 2009.

Uma nota final apenas para explicar que não dispondo dos nomes de todos os músicos que constituem a banda e dentro dela a orquestra ligeira e o quinteto, optei por não mencionar nenhum, ficando para uma oportunidade breve essa listagem, que será acrescentada a este mesmo texto.

 

Clique para ver a galeria de fotos. 

F. Lopes, 29 de Dezembro de 2008

Actualizado em Sábado, 21 Fevereiro 2009 00:46