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Escrito por Administrator   
Quinta, 29 Janeiro 2009 23:06

CAFÉ CONCERTO

PRECISA-SE!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ideia de organizar com alguma regularidade o Café Concerto no Centro Cultural Mestre José Rodrigues deve ser encarada como uma iniciativa cultural prioritária. O público já demonstrou que adere e a mudança de espaço observada na última quarta-feira, a sala de exposições, merece aplauso. Foi assim na quarta-feira à noite, em Alfândega da Fé

 

 

Os espaços públicos de que dispomos são para isso mesmo, para serem usados e não para ficarem às moscas, neste caso entre uma exposição que termina e a próxima que se vai apresentar. A boa acústica do local, a iluminação e o conforto que proporciona fez esquecer a noite de chuva e aguentou umas largas dezenas de pessoas até ao final.

Nestas condições, os grupos que fazem a “festa” vêem o seu trabalho mais apreciado e garanto que desta vez Mirandela brilhou em Alfândega da Fé. A Escola Profissional de Arte de Mirandela – Esproarte, trouxe a qualidade musical a que já nos habituou (alguns jovens do concelho estudam nesta escola) desta vez com duas peças clássicas (F. Mendelssohn e P. Tchaikovsky) executadas pela Orquestra de Cordas, constituída por treze músicos. Sendo apenas um curioso em música, não deixo de frisar que pessoalmente apreciei a escolha dos temas, ambos centrados no romantismo oitocentista (iniciado por Beethoven) ainda que com características estéticas e temporais distintas. Mas certamente suficientemente exigentes na execução para mostrar que o grupo não é constituído por jovens que ainda estão a aprender mas já se assumem como profissionais. Os parabéns ao maestro, cujo nome não consegui recolher.

A segunda parte do programa completou-se também com música, de características bem diferentes, mas igualmente com muita qualidade, a cargo da Tuna “IN VINUS”, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela.

Após a entrada a actuação em palco começou com um tema musical dos “Madredeus”, dando a tónica para o que seria um bom espectáculo de música, com vozes e instrumentos bem afinados, coreografias bem executadas e uma excelente capacidade de comunicação com o público. A Tuna mostrou que a tradição passa pela qualidade e os “copos” no final são apenas o remate do dever cumprido. Parabéns.

Refira-se ainda que em ambos os grupos estavam jovens de Alfândega da Fé: Alexandra Jacinto na orquestra da Esproarte e Daniel Mesquita na Tuna.

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F. Lopes, 29 de Janeiro de 2009